domingo, 23 de maio de 2010

PERÍCIA

Hoje passei o dia, na cama.É sempre assim, após algo que tenha mexido muito comigo.Nesse caso, foi a contrariedade na sexta-feira na perícia estadual.Houve um desentendimento entre mim e a médica.A agenda não batia e ela,alegava que eu havia agendado fora do prazo.Não foi nada demais,mas a médica começou a gritar comigo,a falar alto!Pedi para ela baixar o tom da voz,lembrei que eu e ela éramos servidores públicos,que não cabia aquele tom de voz,aquela situação.Repliquei que eu estava ali como paciente, ela disse : minha não! Aqui você está como servidor,como outro qualquer...Nem quero mais falar sobre isso,amigos!Mas toda a vez que vou até aquele lugar, o tratamento é esse.E adoeço mesmo;porque não posso me contrariar,tudo mexe comigo!
Passei o domingo, hoje todo de cama...depressiva mesmo.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

VIDA DE VOLTA!

Ai como é bom, voltar a pensar em DEUS!Até nisso, a doença atrapalha: não queria saber de doutrinária, de igreja,prece, orações...Estava indo dormir mal-acompnahada, com os bichos: sem falar com JESUS,sem refletir como tinha sido o meu dia.Pensava que já tinha perdido a fé.Vivia como se ELE não existisse!Queria nada com religião, não!Estava cansada de ouvir piadas sobre a minha ausência no centro espírita: QUEM MANDOU SAIR,LARGAR TUDO? VOCÊ ESTÀ PRECISANDO DE UM BANHO DE ERVAS....e coisas do tipo.
Gente, o povo parece saber mais da vida da gente que nós mesmos!De repente, passou pela cabeça ir na Igreja Universal,quem sabe?Mas aos poucos, fui voltando a ouvir a Canção Nova, A rede aleluia,Rede vida...Adoro as palestras do saudoso Pe. Léo, do lindo do Pe. Fábio de Melo; das músicas evangélicas da Alinne Barros.Continuo espírita mas, voltei a rezar o terço e a abraçar tudo o que Jesus me mostra,para o meu bem.Preciso cultivar minha espiritualidade.Estou numa casa espírita bem diferente de tudo o que já vi, mas não vou me meter,pois nada tenho a oferecer agora.Vou ficar com o que há de bom lá.Não quero me comprometer com o que ainda não posso acompanhar.Agradeço à Jesus e à Maria não terem desistido de mim.
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PS*Essa é a 3ª postagem do antigo blog

JUNTANDO OS PEDAÇOS

Fui diagnosticada como sendo portadora da Síndrome do Pânico,ou Transtorno do Pânico.Resolvi escrever sobre isso, como uma maneira de me ajuda e auxiliar outras pessoas, que passam pelas mesmas dificuldades,na administração dos sintomas.Espero poder ser útil, até porque escrever sobre o assunto,faz-me lançar um olhar diferente;à essa enfermidade ainda tão pouco conhecida e compreendida pela sociedade.
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Nessa época,comecei o blog por incentivo do meu psicólogo.No início,achei muito legal a ideia, mas depois ouvi muitas críticas e notei que as pessoas não querem saber do assunto,como eu imaginava.Até hoje, tenho colegas de trabalho que não falam mais comigo, que ficaram envergonhadas de serem vistas em minha companhia.Atualmente,nas escolas onde trabalho não me cumprimentam, me olham de "lado".Penso que devem me chamar de louca.Já me doeu muito isso, hoje nem tanto...Entendo que é uma limitação passageira,dos companheiros.
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SEMANAS DE RETOMADA 13/08/2009
Estou juntando os meus pedaços e tentando me reconstruir aos poucos.
Nunca a solidão foi tão presente.
Me falta os amigos, conhecidos, os que me davam colo.
Não sei onde foram parar,de repente todos sumiram!
O meu tempo presente é esse;mas não me sinto coitadinha e nem vítima das circunstâncias.
Acredito que uma conjunção de fatores, algo que me foge ao entendimento;contribuiu para que eu tivesse de viver esse momento assim.
Estou sendo cuidada pela minha mãe, mas não basta!
Minha mana veio de Salvador,e foi muito bom poder chorar no colo dela,mas não basta!
Nada basta!Quero poder chorar só,estar só,poder gritar sem expectadores.
Essa dor parece não ter tamanho, parece não acabar nunca!
Eu sei que vai passar, mas saber não faz diferença,pois é frase feita,lugar comum.
Não sinto mais raiva,não sinto mais revolta.Sinto que fiquei sem mim!
Me distancio da situação e consigo, entender algumas coisas.Claro que penso: será que não estarei racionalizando as coisas?Aí penso que preciso me perdoar,perdoar ao outro que me maltratou.
A libertação é uma consequência do perdão.Penso que perdão,seja uma palavra indigna de ser usada por mim,por nós.Sou tão imperfeita!!!!!!Mas já sou capaz de compreender que quem me maltratou,o fez por ignorância.Talvez, eu precise pensar assim,mas já fiz uma carta do perdão.No texto,converso com quem me maltratou;converso com aquela parte de mim que resiste à mudança.
Falo com o outro e peço perdão pelas palavras duras que falei.
Ah...falei mesmo e sofri!
Não é nada fácil,maltratar quem se ama!
Mesmo me achando cheia de razão, de motivos,sempre dava uma vontade de ligar para pedir desculpas.Mas aí é que me deparo com a parte podre de mim mesmo:com a vaidade, com o meu orgulho.
Por outro lado, entendi que as coisas mais difíceis acontecem com quem tenta errar menos...Nesses momentos, eu pensava o quanto tinha diminuído diante de DEUS e quanto o outro havia crescido em graça, diante do mesmo DEUS.E não somos todos filhos DELE?
Me afastei, mudei de amigos,de telefone e só não mudei de endereço porque não pude.
Depois de tanto escrever sobre a minha dor, estava cansada e tive vontade de falar:Chega de acusações, de brigas.Bandeira branca pelo amor, de DEUS!Não aguento mais acusar e ser acusada.
Não aguento mais conviver com a dor, e ao mesmo tempo administrar minhas controvertidas sensações, emoções,sentimentos....
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PS* Essa é a 14ª postagem(última do blog que foi perdido)

REEDITANDO O BLOG "O PÂNICO NA MINHA VIDA"

Quando criança,muita coisa me assustava.Na época do Carnaval,os garotos usavam latas de óleo de soja nas bicicletas que fazia um barulho assustador,para mim.Os carros, ganhavam pinturas de caretas,monstros e também faziam um barulho horroroso.Os adultos, vestiam-se com sacos brancos ou coloridos que chamavam de "mortalha", e corriam atrás de crianças ou outras pessoas para atirar "Maizena",água,qualquer coisa que sujasse.Elas bebiam muito e isso me deixava ainda mais assustada.
Eu, grudava nas pernas do meu pai ou da minha mãe e invariavelmente levava palmadas,nas pernas e broncas.Lembro de ouvir sempre alguém comentar: ESSA MENINA É FRESCA E CHATA AS IRMÃS NÃO TÊM NADA DISSO"!Portanto, quando eu entendia que eles não me protegiam, corria para debaixo da minha cama.Passava horas lá, minha cama virou o meu "porto seguro".Eu não entendia porque eles não me protegiam, pois para mim pai e mãe servem para isso...Eu sentia-me frustrada,culpada por decepcionar à eles!Tinha raiva de mim, por verem que eles ficavam desapontados comigo.Chorei muitas vezes por causa disso...Aliás, eu era chamada de "a chorosa, a fresca"...Pois era muito sensível e tudo mexia comigo e eu caia no choro.Por vergonha,culpa,raiva,frustração.Ou, apenas porque queria um pouco de atenção.Acordava muito no meio da noite também, chorando ou gritando.Tinha pesadelos,sonhos com frequência e alguns deles acabavam acontecendo.Então, eu era a estranha da casa.
Mudamos para um outro bairro e o meu pai,comprara um fusca azul-piscina.Eu adorava andar no banco da frente.Mesmo crescida, queria o colo da minha mãe.Em minha mente, eu imaginava que se algo de ruim acontecesse, eu morreria junto com ela;ou então como estava pertinho da janela,eu poderia sair com mais facilidade do que se estivesse no banco de trás.Ninguém entendia,as minhas irmãs brigavam comigo,mas eu tinha vergonha de dizer das minhas razões.Só ouvia me chamarem de :EGOÍSTA,CHATA!
Hoje, graças à DEUS tenho automóvel mas antes eu sempre preferi vir no banco da frente em táxis,ou mesmo quase em cima do motorista de ônibus,apenas para preservar-me perto da porta ou da janela.Preciso sentir o vento no meu rosto,não gosto de abafamento.E quando isso não era possível, cansei de descer no meio do trajeto entre a universidade e a minha casa.Passava mal,sentia-me sem ar,literalmente.E fora a vergonha,o constrangimento de ver as pessoas me olhando com cara de espanto!Eu ia, ao médico e depois das crises tudo voltava ao normal e eu nada tinha.Meu pai me levou em várias benzedeiras...E eu, me questionava: será que é coisa da minha cabeça, que invento isso, que é mesmo frescura???
Até que a minha mãe ,levou-me ao clínico e ele receitou TRIPTANOL
Lembro que foi esta a minha primeira droga.O remédio me deixava zonzo,meio grogue,bêbada.Mas eu passei a dormir melhor e as crises de sufocamento diminuíram.
Lembro que da parte do meu pai, tive dois tios malucos:Um juntava pedaços de madeira e fazia brinquedos para crianças.Eu adorava ir na casa dele,pois ele era engraçado.Eu tinha um certo medo dele,pois ouvia todos falarem por trás que ele era maluco;mas eu não entendia como ele podia ser maluco e bom ao mesmo tempo com as crianças?O outro tio, tinha mania de viver rezando.Parecia um beato,mas tinha gênio ruim!Era todo reservado,mal falava conosco...Esse ainda é vivo e anda pelas ruas de Aracaju, rezando.O outro, foi assassinado pois tinha fama de nervoso também.Da parte da minha mãe, eu tenho duas tias também que costumam se isolar do mundo...Se chega alguém na casa delas,elas nem sempre atendem.Hoje eu sei , que isso é doença;mas quando criança não entendia porque as minhas tias nos convidava para frequentar a casa delas e depois,não atendiam a porta...
PS* ESSA FOI A MINHA PRIMEIRA POSTAGEM ,NO ANTIGO BLOG.FOI O COMEÇO DE TUDO.
ROSE, 20/09/2008